Pesquisa sobre fraudes financeiras - CVM

Pesquisa sobre fraudes financeiras - CVM

Publicado por: Departamento Jurídico Publicado: 14/07/2021 Visitas: 268 Comentários: 0

CVM divulga pesquisa sobre fraudes financeiras - parte 1

 

Pirâmides financeiras, esquemas de Ponzi, ofertas irregulares de investimentos e outros golpes financeiros são motivos de preocupação da CVM e mapear essas características de fraudes e traçar possíveis ações preventivas é o foco do estudo feito pelo Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas.

A Organismo, entendendo a sua importância como fonte de informação aos seus investidores e à comunidade em geral, criou uma série baseada nesse estudo com o objetivo de informar e orientar sobre os principais cuidados. Compreender os aspectos desta pesquisa contribuirá para uma visão mais ampla e completa para que, tanto a população tenha mais ferramentas para sua segurança quanto para que a CVM elabore projetos educacionais que visem a prevenção contra as fraudes financeiras.

Com os resultados obtidos na pesquisa quantitativa observamos que quando os investidores possuem um portfólio mais refinado e diversificado, baseado em informações e dados, estão menos propícios a serem vitimas de fraudes financeiras. Acompanhem nesta e nas próximas publicações mais informações sobre esse assunto, boa leitura!

Fonte: https://www.gov.br/cvm/pt-br

 

Introdução

Em 2020, o Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisas - CECOP da CVM iniciou seus trabalhos no planejamento e execução de pesquisas sobre pirâmides financeiras, esquemas de Ponzi, ofertas irregulares de investimentos e outros golpes da mesma natureza junto a vítimas e não vítimas desses esquemas, buscando mapear as características mais recorrentes de fraudes financeiras e analisar possíveis ações preventivas a serem elaboradas.

O grande número de fraudes de investimento é um motivo de preocupação para a CVM, que recebe diversas consultas e denúncias dos esquemas citados e tantos outros que, por vezes, fogem ao seu escopo de atuação. Buscou-se identificar características sociodemográficas e comportamentais de vítimas de fraudes financeiras e compará-las com as de investidores que não foram vítimas, bem como reconstruir a trajetória do envolvimento da vítima com o golpe – desde o momento do seu primeiro investimento até a resolução, ou não, do problema.

Entre junho e julho de 2020 foi realizada uma pesquisa quantitativa sobre o tema. Juntamente com as perguntas do questionário, foi disponibilizada aos participantes a opção de se voluntariarem para participar de uma etapa futura de entrevista sobre o assunto, constituindo assim a base para a pesquisa qualitativa, a qual veio a ser realizada em novembro de 2020.

Entendemos que compreender os aspectos aferidos por cada uma das pesquisas contribuirá para uma visão mais ampla e completa do fenômeno estudado, o que é fundamental para que a CVM elabore projetos educacionais que visem a prevenção desse tipo de fraude. Apresentamos a seguir a revisão teórica realizada sobre o assunto, seguida da metodologia utilizada para abordar o problema conforme nos foi apresentado, a análise dos dados obtidos, os resultados encontrados e as considerações pertinentes sobre o tema.

 

Principais resultados

Os resultados obtidos na pesquisa quantitativa sugerem que os voluntários não vítimas de fraudes financeiras possuem um portfólio mais refinado e diversificado que as vítimas de fraude. Aquele público investe mais que este em ações, fundos de investimento, FII, previdência privada, CDB, LCI/LCA e na maioria das demais opções apresentadas. Em contrapartida, as vítimas investiam mais, proporcionalmente, em poupança, criptomoedas e start-ups; também afirmam, em maior número, não possuírem investimentos financeiros.

Estes dados não permitem descartar a H1 (vítimas de fraudes financeiras têm menos experiência com o mercado financeiro), ao menos em comparação com investidores não vítimas. Do público formado pelas vítimas, como visto nos gráficos do trabalho, apenas 9,6% dos respondentes afirmaram não possuir investimentos financeiros. Essa porcentagem é, ainda, menor que a encontrada em amostra nacional de não investidores – a qual, segundo a 3º edição do Raio-X do Investidor (ANBIMA, 2020), somam 56% dos brasileiros.

Na pesquisa quantitativa, vimos que as criptomoedas aparecem como o produto de investimento mais citado pelas vítimas de golpes financeiros, sendo mencionadas por 43,3% dos respondentes. Os demais principais mercados mencionados foram Forex (29,8%), opções binárias (16,9%) e ações (15,2%). Na fase qualitativa, as criptomoedas também apareceram com grande frequência, com os entrevistados mencionando entusiasmo por sua proposta inovadora, disruptiva e revolucionária, acreditando se tratar de uma boa alternativa para diversificar o portfólio.

As principais características de interesse no mercado de criptoativos citadas pelos respondentes foram a escassez, valorização, rentabilidade, segurança e não rastreabilidade. Já os esquemas em que caíram foram vistos como atrativos por oferecerem uma solução prática para a necessidade de acompanhar o mercado com afinco para ter ganhos financeiros. Alguns entrevistados também mencionam que a empresa responsável pela arbitragem transformou o dinheiro investido em criptomoedas (bitcoins) em uma moeda própria, um produto novo, com um valor relativamente menor que o original. Como disse um entrevistado, “a questão de participar de um movimento novo que tem a ver com investimento, tem a ver com tecnologia, mais do que um investimento” (Entrevista realizada em 26 de novembro de 2020).

Continua...

 

Considerações da Organismo 

São por essas e outras razões que vamos divulgar em nosso Blog, que orientamos fortemente nossos investidores a manter um portfólio bem diversificado, sempre investindo através de empresas confiáveis, além de estudar a fundo os projetos que são ofertados, esse entendimento faz toda a diferença!

Para baixar o estudo completo, clique aqui

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