Empresa de consultoria líder no mundo faz estudo sobre a implantação de novas tecnologias nos processos industriais

Empresa de consultoria líder no mundo faz estudo sobre a implantação de novas tecnologias nos processos industriais

Publicado por: Publicado: 12/02/2021 Visitas: 414 Comentários: 1

Indústria 4.0: Empresa de consultoria líder no mundo faz estudo sobre a importância da implantação de novas tecnologias nos processos industriais

Fizemos um resumo do estudo que elenca e explica os motivos pelos quais a inclusão das tecnologias da Indústria 4.0 vai ser cada vez mais fundamental nos processos industriais. 

 

A McKinsey & Company, empresa líder no mercado de consultoria empresarial do mundo, divulgou um estudo em que enumera e explica a importância da inclusão das novas tecnologias que fazem parte da Indústria 4.0 nos processos industriais de todo o mundo. 

De acordo com o artigo, a necessidade de implementações que já vinham ocorrendo de forma global, se tornam ainda mais urgentes em um panorama de crise como a do COVID19. E explica: “...empresas que utilizam soluções digitais estão melhor posicionadas para resistir à tempestade, tendo avançado de forma mais rápida e detalhada que seus pares durante a crise.”

Para a McKinsey, à medida que as empresas considerarem retomar operações e desenvolver musculatura para lidar com crises futuras, vão ter que utilizar tecnologias digitais. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa com profissionais de manufatura e supply chain, 93% planejam focar na resiliência de seu supply chain e 90% planejam investir em talentos para a digitalização.

O artigo enumera os motivos pelos quais as empresas que desejam se manter competitivas no mundo pós pandemia devem investir em tecnologias que otimizem seus processos, entre eles:

1. Aceleração: Para McKinsey, a Indústria 4.0 que inclui conectividade, advanced analytics, automação e tecnologias de manufatura avançada, estava ganhando força antes da pandemia. Essas tecnologias estavam ajudando empresas a transformarem suas operações, melhorando a velocidade de chegada no mercado, eficácia dos serviços e criação de novos modelos de negócios. 

2. Adoção de soluções de ganho rápido: Essas medidas ajudam as empresas a responder e adaptar-se às novas normas como monitoramento de saúde dos funcionários, cumprimento do distanciamento seguro no chão de fábrica e o apoio à colaboração remota. O documento cita outras iniciativas como a orientação de trabalho digital, assistência aos operadores usando realidade aumentada e casos de uso baseados em automação de modernização simples e de baixo custo que também podem ser disseminados com o uso dessas tecnologias independente da infraestrutura em uso na empresa. O estudo feito pela McKinsey ainda cita o gerenciamento da performance digital (GPD), que de acordo com eles, vem sendo utilizado por uma grande variedade de empresas e  ajudaram a elevar a produtividade dessas empresas de 40% para 70%. 

3. Taxas de Adoções Diferenciais: Para a empresa de consultoria, a adoção de tecnologias como gêmeos digitais e automação de logística estão classificadas em uma categoria intermediária, e exigem TI fundamental, tecnologia de operações (TO) e infraestrutura de dados. Ainda conforme o documento, as empresas que já têm as competências críticas, como sistemas de execução de manufatura, stacks de TI/TO e data marts ou data lakes, podem avançar, enquanto as organizações sem esses pré requisitos – especialmente pequenas e médias empresas (PMEs) e empresas em uma posição financeira ou de liquidez mais desafiadora – podem atrasar a implementação até que consigam construir as bases ou encontrar musculatura financeira para investir.

4. Planejamento de Operações: para explicar esse, que é denominado pelos autores do texto como “elemento-chave” de supply chain e manufatura, os silos são usados como exemplo. De acordo com o documento: “...Os fluxos e cadeias de valor interrompidos no comércio global forçaram as empresas a eliminar os silos para melhorar a visibilidade de ponta a ponta. Como resultado, o impacto potencial da otimização do planejamento é mais evidente. Porém, esse impacto também requer uma abordagem analítica mais sofisticada e colaboração entre diferentes áreas e stakeholders.”

E explica: “... para considerar a previsão de demanda, algoritmos tradicionais de previsão dependem de ferramentas estatísticas relativamente simples para extrapolar a demanda anterior, com base na premissa de que a relação entre variáveis independentes (como vendas anteriores) e dependentes (demanda futura) deverá permanecer inalterada. Outro fator relevante é que as empresas costumavam utilizar apenas dados internos, algumas vezes combinando com tendências de vendas passadas e previsões de clientes para pedidos futuros. Um choque externo da escala da COVID-19 paralisa um processo tradicional de previsão de demanda.”

O texto segue levantando os problemas enfrentados pelas empresas e todas as soluções que as novas tecnologias podem significar, entre elas: 

1. Aumentar a segurança dos funcionários e a continuidade operacional: Os autores do texto lembram que  tecnologias digitais possibilitam a colaboração e o trabalho remotos, eliminando a necessidade de que funcionários cuja presença não seja crítica precisem sair de suas casas sem necessidade. Também fala sobre os aplicativos para celular de contato básico, rastreamento de localização e videoconferência, e também sobre soluções avançadas, como algoritmos de machine vision e tecnologia vestível, que também estão ajudando a manter distanciamento seguro no reinício das operações de manufatura.

2. Melhorar a produtividade e a gestão da performance: O texto também reconhece que, na maioria das empresas, e especialmente nas PMEs, a coleta de dados é manual, e ainda utiliza caneta e papel ou planilhas básicas. O processo é vulnerável a erros e imprecisões, que são naturalmente exacerbados durante o estresse de uma crise. Segundo o artigo: “...soluções digitais permitem que os fabricantes automatizem a coleta de dados, adicionando sensores ou explorando diretamente os controladores lógicos programáveis das máquinas (CLPs) para coletar dados e apresentá-los em painéis ao vivo.” Dessa forma, os supervisores podem monitorar a performance da fábrica remotamente e em tempo real. Eles podem fazer intervenções quando necessário, realizar reuniões eficazes de gestão de performance e adaptar planos diários para atender a demanda dos clientes e para melhorar a produtividade da mão de obra e a eficiência operacional – sempre remotamente. 

3. Aumentar a utilização e a eficiência dos ativos: De acordo com o texto, tecnologias vestíveis, como óculos de realidade aumentada, podem incorporar assistência remota na manutenção, como quando os operadores precisam de assistência fora do local de trabalho devido a limitações no deslocamento. Um suporte como esse aumenta a disponibilidade, reduzindo a paralisação para manutenção. E completa: “...de forma similar, o monitoramento automatizado de equipamentos e os sistemas de controle de processos podem reforçar a continuidade das operações, mesmo com equipes muito reduzidas. Esses sistemas podem otimizar ainda mais o equipamento operacional e os parâmetros de processos, aumentando a eficiência geral dos equipamentos para tempos de ciclo reduzidos e maior produção, qualidade, energia e rendimento.” 

4. Melhorar a qualidade: Os autores do texto informam que além de melhorar as operações no dia a dia, as tecnologias digitais podem ir um passo além também na gestão da qualidade. E usam como exemplo algoritmos de machine vision que podem realizar inspeção automática de qualidade e controle de qualidade usando algoritmos preditivos, reduzindo restrições de disponibilidade de funcionários e aumentando a precisão e o patamar das verificações de qualidade. Além disso, conforme as contagens de SKUs aumentam para produtos acabados e matérias-primas, garantir rastreabilidade de ponta a ponta torna-se cada vez mais importante para a qualidade. Tecnologias da Indústria 4.0, de simples escaneamento de códigos de barras a rastreamento de RFID e blockchain, podem ajudar.

No caso dos produtos acabados, o texto da McKinsey lembra que entregar os produtos para clientes é uma tarefa complexa e dinâmica, que costuma envolver parceiros logísticos terceirizados. E também que a crise COVID-19 reduziu a disponibilidade de meios de transporte e introduziu outras complexidades, como novas exigências de embalagens e entrega segura e sem contato na ponta final. Neste contexto, soluções digitais e de analytics podem aumentar a visibilidade de oferta e demanda para serviços de logística, melhorando a performance em tempo real. E enumera outras soluções trazidas pela tecnologia:

Logística

O texto informa que uma torre de controle digital de logística pode criar visibilidade sobre a performance em tempo real em todos os estágios de logística de saída, do carregamento no armazém ao descarregamento no ponto de entrega. Combinadas com a gestão digital de frotas, otimização de rotas e analytics de transportadoras, essas ferramentas podem aumentar o tempo operacional dos ativos de transporte e otimizar a operação, gestão e alocação de recursos. Em seu conjunto, essas mudanças podem contribuir muito para aumentar a resiliência operacional na resposta a crises.

Armazenamento

Segundo o estudo da McKinsey, os armazéns apresentam muitas oportunidades para intervenções de automação. Entre as oportunidades estão serviços de transporte, sistemas automatizados de recuperação e armazenamento automatizado de materiais, prateleiras inteligentes, robôs e cobots de coleta inteligente – e sistemas automatizados e inteligentes de coleta, seleção e embalagem, juntamente com drones para realizar inspeção de estoque. 

Um gêmeo digital pode ajudar a desenhar operações de um armazém ideal, criando a réplica digital de um armazém para entender os resultados disponíveis das diferentes tecnologias digitais. Outras soluções de Indústria 4.0 podem apoiar funcionários de armazéns, incluindo ferramentas de realidade aumentada que tornam a coleta de múltiplos pedidos de uma só vez mais fácil e eficaz e exoesqueletos que reduzem danos pelo manuseio repetido de materiais pesados.

Os autores concluem o texto com dados da pesquisa mais recente realizada pela McKinsey no final do ano de 2019, que identificou que após iniciar a jornada na Indústria 4.0, a maioria das empresas não passou de um piloto. Apenas 44% estavam realizando implementação em todas as instalações e apenas 38% estavam olhando para a integração horizontal além das quatro paredes da fábrica. 

O estudo menciona o trabalho em conjunto entre o Fórum Econômico Mundial e a McKinsey que identificou 44 locais no mundo como "Faróis” da Indústria 4.0, que de acordo com o texto, são fábricas em que tecnologias digitais foram implementadas em escala e com significativo impacto operacional. Nesse grupo, 14 fábricas foram apontadas como Faróis de ponta a ponta, tendo digitalizado quase toda a cadeia de valor, de fornecedores a fabricantes e logística, podendo chegar a clientes.”

E conclui: “... os Faróis incluem grandes e pequenas empresas, operando em economias desenvolvidas e em desenvolvimento e incluem instalações novas e reformuladas. Um ponto em comum entre elas é ter tratado suas jornadas de forma holística – uma transformação tripla: de negócio, tecnologia e organização.”

Os autores encerram o estudo com a seguinte conclusão: “ A pandemia COVID-19 trouxe desafios humanitários em uma escala global que requerem um novo tipo de colaboração para serem vencidos. À medida que as organizações começam a retomar suas operações no novo normal, elas encontram uma oportunidade de re-imaginar um futuro com operações digitalizadas e resilientes. Ter sucesso logo no início mostrou que as empresas podem começar sua jornada de Indústria 4.0 com uma escala menor e expandir rapidamente – se elas se comprometerem com a transformação da Indústria 4.0 em linha com seu ambiente de negócios e objetivos estratégicos, e executá-la usando uma abordagem tripla.”

Esse texto é uma cópia reduzida do artigo: “Indústria 4.0: Reimaginando as operações de manufatura pós COVID-19”, publicado em 29/07/2020 no site da McKinsey. 

Para ler o texto completo, acesse: 

https://www.mckinsey.com/business-functions/operations/our-insights/industry-40-reimagining-manufacturing-operations-after-covid-19/pt-br#

 

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